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Redução de custos no IFS visa respeitar limite de gastos estabelecido pelo MEC

Escrito por RAFAEL OLIVA DE SOUSA | Publicado: Segunda, 26 de Junho de 2017, 16h28 | Última atualização em Segunda, 28 de Agosto de 2017, 12h14

Redução de orçamento em 2017 tornou necessária supressão de alguns contratos. Em fevereiro deste ano, o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP) publicou Portaria limitando os gastos com serviços terceirizados, diárias e passagens. Posteriormente, o Ministério da Educação (MEC) encaminhou um ofício ao à Rede Federal de Educação Tecnológica com o valor limite de gasto, o que aconteceu com todas as instituições do Poder Executivo.           

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Segundo Alysson Barreto, pró-reitor de Desenvolvimento Institucional, no caso do IFS, o limite de gastos foi 31% menor se comparado ao valor empenhado em 2016. “Por esse motivo, surge a necessidade de suprimir alguns contratos em todos os campi e na Reitoria, dentre os quais estão o de pessoal terceirizado, vigilância e algumas empresas de limpeza”, conta. Cabe ressaltar que a Reitoria não poupou esforços para que a redução de custos fosse realizada de forma a causar o menor impacto possível no funcionamento do instituto. O corte de pessoal foi, então, o recurso final encontrado pela instituição para se adequar ao limite de gastos estabelecido pelo MEC.

Medidas

Para que o impacto sobre o pessoal terceirizado fosse o menor possível, foram implementadas diversas medidas objetivando a redução de custos no IFS. “Reduzimos ao máximo o valor que estava planejado para diárias e passagens; foram reduzidas também despesas na área de tecnologia da informação, com os aluguéis de máquinas de impressão; também houve uma negociação no Campus Itabaiana, que fez com o proprietário das instalações provisórias abrisse mão do reajuste anual do valor do aluguel. A orientação do reitor foi de que as reduções fossem realizadas de modo que não inviabilizasse o funcionamento dos campi e da Reitoria”, explica Alysson.

É importante destacar que as dificuldades encontradas pelo IFS para reduzir suas despesas, atendendo ao estabelecido pelo MEC, também estão sendo enfrentadas por todas as demais instituições federais de educação. “A Reitoria está providenciando um ofício contendo um estudo dessa redução, que será enviado ao MEC, mostrando que caso ocorram novos cortes, algumas de nossas atividades serão inviabilizadas”, ressalta o pró-reitor.

obraOs projetos dos novos campi e as reformas em andamento foram reavaliados pela Diretoria de Obras e Projetos (Dipop) com o objetivo de reduzir os custos para instituição. Dessa forma, o revestimento de granito deu lugar ao revestimento cerâmico comum e materiais como canaletas metálicas foram trocadas por outras, em PVC. Alterações que parecem simples, mas que auxiliaram bastante no corte de gastos. “Revisamos os projetos buscando um equivalente técnico para os materiais aplicados nas obras. Nosso objetivo é garantir a manutenção da qualidade e, ao mesmo tempo, reduzir o valor gasto com a compra desses materiais. Ou seja, toda substituição é feita sem prejudicar o projeto original ou impactar na qualidade dele”, explica o diretor Marcus Paulo Rosa, ressaltando que a última redução da equipe de apoio técnico foi de 20, 91%.  

Tecnologia

principalA Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI) também contribuiu para otimizar as atividades diante da diminuição de recursos. Em 2016, por exemplo,reduziu os gastos do IFS com ligações em R$ 250 mil, a partir da implantação de um novo projeto de telefonia. No último mês, a DTI registrou redução dos valores na terceirização de impressão na Reitoria – os serviços saíramde cerca R$ 168 mil para R$ 106 mil mensais, o que representa uma diminuição de cerca de 36,53%. Serviços de telefonia fixa e de comunicação entre centrais telefônicas foram melhorados e representaram amortização de custos - o tráfego telefônico local de fixo para móvel, por exemplo, reduziu em 62,23%.

Segundo o diretor de TI do IFS, Fernando Oliveira, os cortes foram possíveis graças àimplementação de novos instrumentos de controle, ações de governança e negociação com fornecedores. “A meta da DTI é racionalizar e mitigar cada vez mais os custos com tecnologia da informação, sem comprometer o crescimento dos investimentos na área, que têm sido fortalecidos pelo IFS nos últimos anos. Será possível atingir essa meta através de futuras reduções em contratos, como o do webmail expresso, telefonia móvel e links redundantes de acesso à internet”, pontua.

O reitor do IFS, Ailton Ribeiro de Oliveira, aponta ainda algumas medidas que foram tomadas para contribuir com a redução de gastos estabelecidas pelo MEC. “Em 2016, fomos o único instituto federal que não participou da Reunião de Dirigentes das Instituições de Educação Profissional e Tecnológica (Reditec), que aconteceu em Vitória (ES). Além disso, não enviamos delegação para a última edição dos Jogos dos Institutos Federais (JIF). E já comunicamos que não participaremos dos dois eventos também em 2017”, ressalta, ratificando que todas as providências de racionalização buscaram causar o menor impacto possível na redução do número de colaboradores terceirizados.

 

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