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Professor do Campus Aracaju realiza pesquisa inédita no país

Criado: Quinta, 12 de Janeiro de 2017, 10h47 | Publicado: Sexta, 27 de Março de 2015, 09h43 | Última atualização em Quinta, 12 de Janeiro de 2017, 10h47

Foto do AUTOR 700px rostoUm estudo inédito no país analisou a transição do ensino das funções trigonométricas do Ensino Médio para o Ensino Superior. Os resultados apontam que há uma necessidade inicial e urgente de reformulação nos programas de ensino de Matemática da Educação Básica, bem como nos livros didáticos.

De acordo com a pesquisa, programas e livros devem considerar as descobertas e avanços da Neurociência Cognitiva, área que analisa, mapeia e demonstra o funcionamento e processamento de todas as informações provenientes, inclusive, do meio ambiente externo ao cérebro.

O projeto desenvolvido pelo professor Laerte Fonseca, do Instituto Federal de Sergipe – Campus Aracaju, doutor em Educação Matemática, contou com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Université Claude Bernard Lyon/França.

metodologia da pesquisaEle constatou que as bases neurocognitivas (funcionamento neurobiológico do cérebro) para o desenvolvimento da aprendizagem da Matemática ainda não são consideradas pelas instituições, sejam elas representadas pelos programas de ensino, livros didáticos e macroavaliações.

Para chegar à conclusão, professor Laerte estudou alguns quadros da Didática da Matemática (Francesa) e da Neurociência Cognitiva. Como parâmetro de comparação, o pesquisador observou que a aprendizagem não é consolidada na Educação Básica (Ensino Fundamental e Médio) causando sérios problemas para o ingresso no Ensino Superior, principalmente, para os alunos que optam por cursos de exatas em que são esperados conhecimentos prévios relativos às noções de funções trigonométricas.

Resultados

meio externo meio internoOs primeiros resultados apontaram um abismo entre os níveis de ensino. A passagem do Ensino Médio para o Ensino Superior perde a característica de transição uma vez que ficou demonstrada a ausência de articulação tanto no nível didático, quanto no epistemológico e também no neurocognitivo.

“Existe uma ruptura na transição do ensino de funções trigonométricas do Ensino Médio-Ensino Superior e o ensino das funções trigométricas, tanto no Ensino Médio como no Ensino Superior, não leva e, conta os princípios da Neurociência Cognitiva para suavizar essa ruptura”, revela Laerte, que é professor da Coordenadoria de Licenciatura em Matemática do IFS – Campus Aracaju.

Constatou-se que, tanto no Brasil como na França, existe a ruptura na transição Ensino Médio – Ensino Superior causada pela mudança entre os domínios de geometria e das funções, e que a Memória de Longo Prazo (MLP), como princípio neurocognitivo, auxilia na resolução de tarefas sobre as noções de funções trigonométricas desde que existam experiências didáticas centradas em contextos que reúnam sentido e significado, elementos importantes para que o cérebro reúna energia suficiente e permita o processamento da informação.

Para que esse tipo de memória seja formado, explica o pesquisador, é preciso que a função cognitiva atenção seja sensibilizada, ativada, alimentada e mantida. Ela é considerada a função cognitiva mais importante para a sobrevivência humana.

Recomendações

circuitaria neurocognitivaUma das recomendações dessa pesquisa para as instituições repousa sobre alguns elementos necessários para a elaboração de tarefas escolares que ativem, mobilizem e mantenham a atividade Matemática dos estudantes a fim de que ocorra uma transição do ensino das funções trigonométricas Ensino Médio – Ensino Superior bem sucedida.

“Estamos nos esforçando para que esses resultados possam sensibilizar dirigentes institucionais, gestores, pesquisadores da área de Ensino de Matemática, autores de livros didáticos e professores de Matemática para que as primeiras transformações ocorram na reformulação dos Programas de Ensino de Matemática”, afirma o pesquisador.

A pesquisa de tese foi iniciada em 2011, e a parte experimental ocorreu em Lyon na França. Os estudos terão continuidade no Projeto de Pesquisa de Pós-Doutorado já aprovado pelos supervisores Prof. Dr. Ubiratan D'Ambrósio e Prof. Dr. Luiz Gonzaga de Barros, da Universidade Anhanguera de São Paulo.

Nesse novo estudo científico, professor Laerte pesquisará “Como a função cognitiva atenção pode ser estimulada pormeio dos tipos de tarefas que, particularmente, evoquem noções matemáticas fundamentais?”.

Há duas semanas, Laerte recebeu, da coordenadora do Mestrado em Ensino de Ciências e Matemática - NPGECIMA da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Profª Drª Divanízia do Nascimento Souza, o convite para integrar o Corpo Docente que permitirá fomentar essa nova interface de pesquisa para os alunos do IFS, e, também, de outras instituições de Sergipe.

 “O Reitor, Prof. Ailton Ribeiro, já concedeu a autorização para que mais essa aproximação entre UFS e IFS possa acontecer e ampliar os horizontes dos alunos das nossas licenciaturas: Matemática, Química e Física”, disse o pesquisador.  

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