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Conheça um pouco da história de três mulheres do Campus Lagarto

Escrito por CESAR DE OLIVEIRA SANTOS | Criado: Quinta, 08 de Março de 2018, 15h45 | Publicado: Quinta, 08 de Março de 2018, 15h45

Dia da Mulher CapaAssessoria de Comunicação Social do Campus Lagarto conversou com duas ex-alunas e uma servidora sobre o desempenho de seus múltiplos papéis na sociedade

Embora a inserção da mulher em espaços antes ocupados quase que exclusivamente por homens venha crescendo, as marcas da disparidade de gênero ainda persistem. A média do salário recebido por mulheres no mercado de trabalho, por exemplo, é inferior ao de homens que exercem o mesmo posto, conforme a pesquisa divulgada ontem pelo IBGE. Outro exemplo dessa desigualdade é a dupla jornada de trabalho feminina, configurada pelo acúmulo das “novas funções” – decorrentes da entrada da mulher no mercado de trabalho – com as “antigas” – tarefas referentes ao cuidado da casa e dos filhos. Para conhecer mais de perto essa realidade, a Assessoria de Comunicação Social do IFS – Campus Lagarto conversou, nesta semana, com duas alunas egressas e uma servidora do campus, que falaram sobre as dificuldades que ainda enfrentam na rotina diária de múltiplas atividades.

A primeira delas foi a ex-aluna de edificações Samara Ruana. Ela concluiu o curso em 2009, quando já estagiava na área, e logo após a conclusãoDia da Mulher Seleção 1 ingressou como técnica no mercado da construção civil. A egressa relata que, se por um lado foi uma felicidade ter ingressado e concluído o curso em uma instituição como o IFS, por outro, enfrentou dificuldades no exercício da profissão devido ao ambiente ser predominantemente masculino. “É preciso ter bastante jogo de cintura para driblar o preconceito e conquistar o seu espaço. É comum acharem que uma mulher não tem capacidade ou pulso para liderar um canteiro de obras”, relata. Hoje engenheira civil, Samara comenta que, apesar de notar que aos poucos essa situação vem mudando, ainda é necessário empreender esforços extras para perceberem que ela pode desempenhar como qualquer pessoa aquilo que lhe cabe, com dificuldade ou destreza a depender do momento. “Eu tento lidar com isso da melhor forma possível, sempre me impondo e dando o melhor de mim para alcançar meus objetivos e consequentemente o sucesso profissional”, finaliza a ex-aluna.

Dia da Mulher Seleção 2A segunda egressa com quem a Ascom conversou foi Elindia Sales, ex-aluna do curso de eletromecânica. Assim como Samara, ela estudou no IFS - Campus Lagarto quando a instituição ainda era a Unidade de Ensino Descentralizada da escola técnica de Sergipe, sediada em Aracaju. Das quatro meninas de sua turma, Elindia foi a única que concluiu o curso. Ingressou em 2002, finalizou em 2004 e conseguiu estágio em 2005 como auxiliar de mecânico em uma empresa que presta serviços para a Petrobrás. A ex-aluna conta que já esperava que enfrentaria no mercado de trabalho dificuldades relacionadas ao fato de ser mulher porque já havia passado por situações semelhantes durante o curso. “Na empresa, se era difícil, em um primeiro momento, exercer força física, eu dava um jeito de atacar em outros diferenciais”, relata a egressa demonstrando que o olhar lançado sobre ela enquanto mulher fez com que reinventasse, naquela situação, o perfil de um auxiliar de mecânico, que não é apenas possuir força física. Hoje ela é programadora do setor de planejamento e controle da manutenção da empresa e afirma com ênfase: “Com força de vontade, dedicação e humildade, você acaba quebrando vários preconceitos e vencendo as barreiras”.

A história da servidora Ulda Leite, arquivista do campus, também merece menção. Servidora, mãe, esposa. Em meio a uma jornada de 40 horasDia da Mulher Seleção 3 png semanais, Ulda se desdobra em três para dar conta de todos esses papéis. “Acordo, preparo o café, me arrumo e levo o filho na escola e venho para o trabalho”, relata a servidora. Às vezes, nem tudo sai como o desejado, mas o filho e o esposo são compreensíveis. “Aliás, toda essa rotina é dividida com meu esposo, que está comigo para o que der e vier. Ou seja, às vezes sou eu que acabo tendo que ser compreensiva também”, complementa.

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