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MERCADO

Protagonismo feminino marca formatura de Engenharia Civil

Criado: Quinta, 12 de Março de 2020, 14h06 | Publicado: Quinta, 12 de Março de 2020, 14h06 | Última atualização em Sexta, 13 de Março de 2020, 12h46

IFS – Campus Estância forma quatro novas engenheiras e mulheres representam 70% dos formandos das turmas de 2019 e 2020

O protagonismo feminino foi o diferencial da segunda leva de engenheiros formados pelo Instituto Federal de Sergipe (IFS) – Campus Estância. Dos quatro concluintes deste semestre, todos foram mulheres e três optaram por participar da solenidade de outorga de grau no auditório da instituição, realizada na última quinta, dia 12 de março. Ano passado, metade dos formandos era do sexo feminino e essa tem sido uma marca desde os primórdios do curso de Engenharia Civil, que iniciou em abril de 2014 com 50% de participação das mulheres.

A formatura contou com a presença de alunos, professores, servidores e familiares dos formandos. Compuseram a mesa solene a diretora do campus, Sônia Pinto de Albuquerque Melo, que representou a reitora Ruth Sales Gama de Andrade, o gerente de ensino, professor Antônio Fernandes Antero Cardoso dos Santos, o paraninfo, professor Rômulo Augusto Canuto, o patrono, professor Marcus Alexandre Noronha Brito, e o coordenador do curso, Adysson André Fortuna de Souza, que reconheceu a competência das engenheiras recém-saídas do IFS – Campus Estância.

“Historicamente o curso de Engenharia Civil era dominado por homens. Mas isso vem mudando, o Campus Estância é um exemplo disso. A primeira turma formada tivemos homens e mulheres em igual quantidade. Nesta estão formando exclusivamente mulheres. Anteriormente as mulheres estavam mais presentes nos cursos voltados para a saúde e licenciaturas que exigiam habilidades e competências do cuidado. Hoje elas mostram mais uma vez que podem ocupar os espaços que elas quiserem”, ressaltou o coordenador Adysson Fortuna.

Atualmente 178 alunos estão cursando Engenharia Civil no IFS – Campus Estância, dos quais 74 são mulheres, que representam 41,5% do total. Os números permanecem quase inalterados em relação ao percentual do semestre passado (43%). Embora a representação feminina figure entre 40% e 50% das turmas desde quando o curso foi implantado em 2014, as mulheres correspondem a 70% dos formados de 2019 até o momento: dos 10 egressos que concluíram o curso, sete são do sexo feminino.

Gênero

No discurso da oradora da turma, Elvia Soraya Santos Nascimento, 24 anos, o recorte de gênero esteve presente e demarcou o esforço diuturno das mulheres por igualdade profissional ainda no século XXI. “Trabalhamos duro, ganhamos cabelos brancos juntas, e aqui eu deixo uma observação, eu amo o fato de que pude fazer esse discurso todo no feminino sendo a Engenharia Civil uma área majoritariamente masculina. Nós vencemos meninas, nós fomos além, nós conseguimos, nós finalmente somos engenheiras”, destacou.

Soraya Santos Nascimento reconheceu a importância do apoio da família e dos professores na superação dos desafios inerentes à conclusão de um curso superior numa instituição federal de ensino. “O caminho foi longo, muito longo. Alguém disse certa vez que a engenharia fica mais leve depois do terceiro período, quero dizer que é mentira, não tem nada de leve na engenharia, mas pode se tornar algo menos pesado se ao longo da jornada, apesar dos tropeços, das quedas, dos machucados, também tenhamos apoio, força e incentivo de pessoas que acreditam em nosso potencial”, discursou.

O paraninfo Rômulo Augusto Canuto reconheceu a perseverança das formandas, que são remanescentes da turma pioneira e, apesar das dificuldades, não desistiram do sonho de conquistar seu lugar na Engenharia Civil. “Essas jovens mostram o poder e a força das mulheres, que persistiram, superaram as adversidades e venceram o primeiro grande desafio das suas trajetórias profissionais. É uma honra partilhar dessa história como docente e acompanhar a superação delas”, destacou.

 

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