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HOMENAGEM

Aposentados do IFS compartilham suas experiências e histórias dentro e fora da instituição

Criado: Segunda, 24 de Janeiro de 2022, 11h36 | Publicado: Segunda, 24 de Janeiro de 2022, 11h36 | Última atualização em Segunda, 24 de Janeiro de 2022, 18h19

O Dia do Aposentado não poderia ser esquecido, por isso o IFS ouviu aqueles que tanto contribuíram para o seu fortalecimento

Por: Monique de Sá

capa aposentadosEtimologicamente a palavra “aposentadoria” vem do latim “pausare” e significa pausa para descansar. Após uma vida inteira dedicada ao trabalho chega a hora de parar, mas neste caso “parar” não significa ficar inerte, mas aproveitar um merecido descanso, após anos de labuta, seja em uma instituição ou em uma empresa. Neste 24 de janeiro, comemora-se o dia do aposentado. Dia de celebrar aqueles e aquelas que carregam uma bagagem cheia de experiências e saberes a se compartilhar.

A data é marcada também como um dia de reflexão sobre políticas públicas para essas pessoas, que tanto contribuíram e ainda contribuem para o fortalecimento e construção do país. Historicamente, a data foi criada como forma de homenagear a primeira lei brasileira que tratava sobre Previdência Social: Lei Eloy Chaves, a qual foi instituída em 24 de janeiro de 1923, pelo então presidente Artur Bernardes. Assim, a partir do Decreto nº 6.926/81 o 24 de janeiro foi estabelecido como Dia Nacional dos Aposentados.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020, o número de aposentados e pensionistas no país chegava a 30,7 milhões de pessoas, o que demonstra um acréscimo em relação ao ano de 2012, quando esse número era de 25,8 milhões. Hoje o Instituto Federal de Sergipe (IFS) tem em seu quadro de aposentados 314 ex-servidores, profissionais que tanto contribuíram para o desenvolvimento institucional e fortalecimento do Instituto como espaço de inovação, pesquisa, extensão e ensino.

Em homenagem à data e aos aposentados pela instituição, o Departamento de Comunicação (DCOM) foi atrás de alguns ex-servidores que atuaram pela instituição e ouviu suas histórias inspiradoras, carregadas de amor ao trabalho realizado e à superação de desafios no âmbito institucional.

marlucia aposentadaEducação: ato de amor

Marlúcia Alves Secundo White. Este nome é bastante conhecido pela comunidade acadêmica do IFS, principalmente por quem fez e faz parte do Campus Aracaju. Professora da unidade de ensino, ela atuou na Coordenação de Ciências Humanas e Sociais (CCHS), tendo exercido os cargos de: coordenadora Técnico-Pedagógica do Ensino Médio, gerente do Ensino Médio, coordenadora do PROEJA e coordenadora do Curso Técnico Integrado em Desenho de Construção Civil na modalidade EJA. Foram 24 anos e nove meses de dedicação à instituição, desde quando saiu sua portaria de nomeação em janeiro de 1996.

Na área da docência, foram 49 anos no total, já que Marlúcia atuara como professora nas redes particular, estadual e federal. Marlúcia respira educação, por isso para a ela a frase que mais retrata a sua vida é do educador e filósofo Paulo Freire: “A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem”.

marlucia aposentada2“Ser Professora do IFS sempre foi um sonho. Quando iniciei me sentia um pouco inibida, afinal estava na Escola Técnica Federal de Sergipe! Mas logo fui abraçada por colegas maravilhosos, assim como pelos alunos. No IFS, com apoio de diretores, contribuição dos meus colegas professores da CCHS, assim como de professores lotados nas Coordenações de Matemática, Biologia e Química e, principalmente, com a participação dos alunos, conseguimos desenvolver vários projetos que marcaram a história da nossa instituição naquele período, como exemplo: Conhecendo Aracaju, Um Auto de Natal em Sergipe D’El Rey, Baixo São Francisco Sergipano, entre tantos outros. Dessa forma, quando me pergunta sobre a diferença do meu antes em relação ao agora, posso afirmar que cresci não só profissionalmente, mas principalmente como ser humano”, ressalta.

Durante sua trajetória de mais de 20 anos na Rede, Marlúcia guarda na bagagem momentos marcantes, mas dois deles foram extremamente especiais. Ambos aconteceram durante a pandemia. O primeiro ocorreu em outubro de 2020 e foi organizado por colegas do CCHS e a direção-geral. Um grupo de servidores foi até a porta da casa da docente e levou balões coloridos com frases carinhosas, presentes e uma placa com a seguinte mensagem: “Marlúcia, obrigada por esperançar alunos à luz da Língua Portuguesa e por ser ‘Humana Demasiada Humana’ em tudo que faz. Uma homenagem dos seus colegas de jornada na educação, em reconhecimento pela sua dedicação e honrosa atuação docente, gestora e humana”.

“O segundo momento foi também em outubro 2020, quando havia acabado de sair a portaria da minha aposentadoria. Foi durante a abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) do IFS. A reitora, Ruth Sales, ao parabenizar os aposentados recentes, me surpreendeu, citando o meu nome e me fazendo elogios. A Pró-Reitora de Pesquisa e Extensão (Propex) me enviou flores em nome do IFS e, sem que eu esperasse, durante o referido evento, meus filhos, uma pedagoga, uma colega professora e uma aluna deram depoimentos que me emocionaram. Ao passar a palavra para mim, quase não consegui falar, pois me encontrava maravilhada, extasiada com tudo que estava acontecendo naquele momento tão especial”, lembra a professora do quão emocionante foi.

Daniel aposentadoSemente plantada

A história de Daniel Batista da Conceição na rede teve início no ano de 1984 no antigo Centro de Educação Tecnológica do Estado da Bahia (CETEB), quando entrou para o extinto cargo público de motorista. Natural de Simão Dias-SE, o maior desejo de Daniel era conseguir retornar para Sergipe – objetivo que foi atingido cerca de 10 anos depois quando conseguiu uma transferência para Aracaju, na Escola Técnica Federal.

Bom humor e boa vontade em cooperar são as características que marcam o servidor aposentado da instituição, que despediu-se do IFS em dezembro do ano passado. “Sou o caçulinha dos aposentados. Dei entrada no final do ano e no dia 10 saiu a minha portaria. Durante os meus 38 anos de instituição, adquiri conhecimento, fiz amizades e prezei pelo serviço prestado. Orgulho-me em dizer que nunca tive problemas sérios nem com professor, nem com aluno e olha que viajei o Brasil inteiro com eles! Era muito cauteloso e exercia minha função com toda a responsabilidade”, conta Daniel.

E é por meio de suas andanças pelo Brasil, levando professores, técnicos e alunos do Instituto, que Daniel garante boas histórias, oportunidade também em que pôde colecionar amizades e levar para a vida. “Tenho histórias bonitas, principalmente com o pessoal de Turismo, da Construção Civil, da Matemática…”, lembra.

Agora com o descanso merecido garantido pela aposentadoria, Daniel dedica-se à zona rural, mais especificamente à Apicultura, trabalhando com abelhas na produção do mel. “Fico mais em Simão Dias, ajudando meu irmão que é apicultor. No máximo, vou duas ou três vezes a Aracaju no mês. Faço caminhadas, ando de bicicleta, evito pegar o carro! Estava supersaturado da capital e como Deus concedeu que eu chegasse aqui com saúde, aproveitarei o que é meu de direito”, garante.

Daniel orgulha-se em dizer que hoje seu objetivo de vida é aproveitar com a família e ter qualidade de vida, com os filhos que segundo ele estão “encaminhados”, não havendo mais preocupações neste sentido. “Inclusive um deles é meu colega de trabalho no Instituto: Uendel Santos Batista, que trabalha na área de Tecnologia da Informação da Reitoria. Deixei minha semente no IFS”, diz o recém-aposentado.

lucas aposentadoHumanizar para educar!

Atuando na área de Educação Física no Campus Lagarto entre os anos 2005 e 2020, o professor Luiz Carlos Vieira Tavares, também conhecido carinhosamente por seus alunos como “Lucas”, sempre procurou inserir sua disciplina em contextos sociais e culturais. Durante sua trajetória como docente, o professor idealizou e realizou eventos e projetos voltados para estas temáticas enfocando na questão humano e social.

Foram 15 anos dedicados em prol da instituição, antes disso, Luiz já havia trabalhado na rede estadual de ensino. “Sempre enfatizei aspectos socioculturais na Educação Física, além de abordar também questões sociológicas. Neste tempo, pudemos desenvolver no IFS projetos como o ‘Saberes e sabores’, o ‘Samba da Escola pra Escola não sambar’, dentre tantos outros”.

Foi o professor Lucas também um dos responsáveis pela criação do Seminário de Pedagogia Griô, evento cujo intuito era apresentar mestres da cultura popular aos estudantes da casa. “Mostramos que na escola existem outras formas de saberes, outras formas de conhecimento. Foi um momento especial. Minha preocupação sempre foi social e humana, que pudesse trazer empoderamento para eles e elas. Eles compreendiam bem e reconheciam a importância e isso me deixava feliz”, detalha o docente.

lucas aposentado2Aos 59 anos, Lucas entende que cumpriu sua missão junto ao campus Lagarto e hoje dedica-se diariamente aos exercícios físicos, à leitura e escrita de livros. “Inclusive recentemente lançamos um livro em alusão aos 25 anos do CCHS e eu fui o responsável pela organização dos textos. Além disso, sou voluntário do Programa de Pós-graduação Interdisciplinar da Universidade Federal de Sergipe (UFS), no Mestrado em Cultura Popular”, conta o aposentado sobre suas atividades atuais.

Realização de evento

Nesta segunda, 24, seria realizada uma solenidade presencial em homenagem aos servidores aposentados entre os anos de 2020 e 2021, pelos serviços prestados no IFS. No entanto, devido ao aumento do número de casos de pessoas infectadas pela Covid-19 e pela H3N2 (Influenza), os organizadores decidiram pelo cancelamento do evento.

Em breve, em uma outra oportunidade em que seja garantida uma maior segurança e proteção de todos, a homenagem será realizada.

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