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Contra desperdício, professor desenvolve projeto que aproveita peles de frango para produzir sabonete artesanal

Criado: Terça, 10 de Janeiro de 2017, 12h03 | Publicado: Segunda, 23 de Fevereiro de 2015, 10h27 | Última atualização em Terça, 10 de Janeiro de 2017, 12h03
principalA ideia de transformar pele de frango em sabonete artesanal surgiu quando Wendel Menezes Ferreira, professor de química do Instituto Federal de Sergipe – Campus Itabaiana, foi comprar carne no abatedouro. Após descobrir que a destinação das sobras da ave era o lixo, pensou que poderia aproveitá-las de forma útil e sustentável. A ideia de Menezes amadureceu, ganhou forma e se tornou o projeto de pesquisa “Sabão de pele de galinha: investigando ações de sustentabilidade econômica e ambiental”, que existe há menos de 1 ano e tem a conclusão prevista para este semestre.
 
O objetivo principal da pesquisa, que encontrou financiamento da Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão (Propex), é desenvolver um sabão de baixo custo, fácil fabricação e útil para limpeza em geral e ainda contribuir com a redução dos resíduos de abatedouros que são lançados no meio ambiente. O produto foi batizado de Ecococó – combinação da palavra ecologia e do som produzido pela galinha.“A ideia é sensibilizar a comunidade e promover ações educativas que contribuam para a melhoria da qualidade ambiental”, diz Wendel.

2O modo de preparo do sabonete artesanal é simples e dispensa conhecimentos avançados sobre preparação de produtos químicos. O experimento inicia com a inclusão de água em um recipiente. Após isso, deve-se adicionar hidróxido de sódio e mexer com movimentos circulares até dissolvê-lo. Em seguida, adiciona-se a pele de galinha e mistura todos os elementos com uma colher por 10 minutos. Para finalizar, é necessário incluir, separadamente, polvilho, detergente e amaciante – mexendo os ingredientes até diluir.

Parceria com o Mulheres Mil

O projeto “Sabão de pele de galinha” foi apresentado às alunas do curso de Reciclador do Programa Mulheres Mil. Na ocasião, elas assistiram a uma oficina ministrada pelo professor Wendel com a ajuda de alunos. Maria Elisângela da Trindade foi uma das estudantes que colocou a mão na massa e aprendeu a dar uma melhor destinação aos resíduos de frango. “Hoje temos a necessidade de cuidar do meio ambiente. Além disso, descobrimos o valor do sabão depois que entendemos como ele é feito”, explica.

3Paulo Franklin Tavares, bolsista do projeto, acredita que a pesquisa é interessante por preservar o meio ambiente e conscientizar grupos sobre a causa. “Estamos combatendo a degradação do nosso planeta. Os abatedouros desperdiçam a pele da galinha, que para nós tem um valor imenso, pois transformamos em algo útil”, diz Paulo.

O projeto está caminhando para a fase final. As próximas etapas incluem a realização de oficinas com funcionários de abatedouros de Itabaiana cujo objetivo é ensiná-los a aproveitar a gordura da ave. “Faremos também o teste de aceitabilidade para saber se as pessoas usariam ou não o sabonete que produzimos”, explica Wendel, que diz ainda que faz parte do projeto desenvolver o design e lançar o sabonete como produto.
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