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Videoaulas possibilitam aprendizagem de Física para alunos surdos

Escrito por ADRINE CABRAL CASADO | Criado: Sexta, 31 de Maio de 2019, 17h22 | Publicado: Sexta, 31 de Maio de 2019, 17h22 | Última atualização em Sexta, 31 de Maio de 2019, 17h22

É uma ferramenta que possibilita uma educação mais inclusiva e, consequentemente, auxilia no processo de socialização do surdo e na sua interação com o mundo do saber. 

Física para surdos 2No momento, o Instituto Federal de Sergipe (IFS) está com 11 alunos surdos matriculados, de acordo com a Diretoria de Assistência Estudantil (Diae). Com o objetivo de suprir a dificuldade de aprendizagem deste público em razão da dificuldade de diálogo com professores, foi desenvolvido um projeto de videoaulas com o conteúdo de aulas da disciplina de física e tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

A iniciativa é do professor de física Antônio José, do Campus São Cristóvão, e partiu de quando começou a lecionar para um aluno surdo do campus. “Inicialmente o diálogo foi muito difícil, sem a presença de um intérprete de Libras. A partir do momento que passei a ficar mais próximo do aluno, percebi que o uso de vídeos sobre o conteúdo com tradução para Libras seria de grande valor para ele e poderia ajudá-lo no processo de aquisição do conhecimento”, detalha o docente.

O material está sendo produzido com o apoio da Diae e da Pró-reitoria de Ensino (Proen), que viabilizaram a tradução dos vídeos para a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Até o momento, foram produzidas três videoaulas, e o conteúdo produzido encontra-se nos arquivos da instituição e é também publicado no canal do professor no YouTube (www.youtube.com/c/antoniosantoshalliday).

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Na análise do professor Antônio José, o trabalho revela-se importante para o surdo e para os professores de Física, uma vez que quase não há material nesse nível na internet. “É uma ferramenta que possibilita uma educação mais inclusiva e, consequentemente, auxilia no processo de socialização do surdo e na sua interação com o mundo do saber. Ademais, acredito que é uma semente que pode estimular outros colegas professores a fazerem o mesmo, o que irá permitir a inclusão dos nossos alunos surdos de forma mais significativa”, vislumbra.

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