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Mulheres ocupam cada vez mais espaço no Campus Aracaju

Criado: Quinta, 12 de Janeiro de 2017, 10h47 | Publicado: Domingo, 08 de Março de 2015, 10h59 | Última atualização em Quinta, 12 de Janeiro de 2017, 10h47

foto mulheresNo Dia Internacional da Mulher, celebrado em todo o mundo neste domingo, dia 8 de março, a Direção Geral reconhece a contribuição feminina para o desenvolvimento do Campus Aracaju do Instituto Federal de Sergipe. O diretor-geral Elber Gama destaca que as mulheres estão cada vez mais capacitadas e assumem um papel mais ativo na instituição.

A partir de dados da última Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2013, podemos entender mais sobre a importância do empoderamento das mulheres, que hoje são maioria da população (51,4% de brasileiras e 48,5% de homens), responsáveis pelo sustento de 37,3% das famílias, passam a ter filhos mais tarde e possuem expectativa de vida de 77 anos de idade.

Entre os eleitores, as mulheres também são maioria. Nas eleições de 2014, o Tribunal Superior Eleitoral registrou 77.459.424 eleitoras diante de 68.247.598 eleitores do sexo masculino.O sexo feminino não apenas é mais expressivo, quantitativamente, como também obtém superioridade hoje na escolaridade. O nível de instrução das mulheres é mais elevado (7,9) do que o dos homens (7,4), e é assim que elas estão a conquistar mais espaço no mercado de trabalho, por competência e merecimento.

Segundo o IGBE, nas últimas décadas as mulheres dobraram sua participação profissional e já representam mais de 40% da população economicamente ativa do país. Ainda não dá para dizer que o cenário é perfeito porque apesar das conquistas, existem desigualdades que precisam ser corrigidas por meio de políticas públicas.

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Serviço Público

Nos concursos públicos, os candidatos do sexo feminino também ganham destaque. Para especialistas, o dado demonstra que a mulher busca, além de consolidar-se em uma carreira, alcançar a estabilidade. A forma de ingresso no serviço público obriga a igualdade.

Segundo pesquisa de opinião pública nacional já divulgada pelo instituto de pesquisa Vox Populi, a atuação das mulheres em cargos públicos foi considerada muito mais positiva do  que a dos homens. O levantamento mostra que elas são consideradas pela população mais confiáveis, honestas, competentes, firmes, capazes e responsáveis.

Conforme o Boletim Estatístico de Pessoal, elaborado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão em 2014, em todo o Poder Executivo, os homens ocupam a maioria dos postos, com 54%, contra 46% de representantes do sexo feminino. O estudo aponta que nos 26 órgãos analisados, 292.868 dos funcionários são homens e 248.538, mulheres.

Em Sergipe, observa-se uma proporção maior de homens (57%) no Executivo, se comparada com a de mulheres (43%), de acordo com os dados do MPOG.

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Na Educação

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O comparativo de servidoras por ministérios , segundo o Boletim Estatístico de Pessoal, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, aponta que, de 2004 a 2014, o percentual de mulheres no Ministério da Educação passou de 48,3% para 49,1%.

Para a assistente social Maria Auxiliadora Moreira, mestre em Serviço Social pela Universidade Federal de Sergipe, todas as esferas hoje ocupadas pelas mulheres, quer seja pública ou privada, traz um contexto desafiador, isto porque existem papéis assumidos ou delegados a ela que requerem uma postura diferenciada.

“Sua jornada é tripla, mas é esta mesma mulher que imbuída de pró atividade, vivacidade, competência técnica consegue desenvolver com bravura e louvor todas as atribuições que lhe chegam, sobretudo no serviço público que é palco histórico da estrutura patriarcal brasileira”, analisa a servidora técnica-administrativa, que ingressou em 2006 no IFS e hoje atua na Coordenadoria de Assistência ao Estudante – CAE do Campus Aracaju.

A relações públicas Maria do Socorro Lima lembra que há lugares que nos desafiam e, por isso, tiram-nos da zona de conforto; o que contribui, sobremaneira, para novas descobertas, invenção de novos ciclos e apresentação de novas paisagens.

IMG-20150307-WA0018“Ingressar no IFS, há 20 anos, foi uma concessão de honra, via concurso público, para eu servir ao público, no sentido aqui empregado, prestar serviço a. É com muito orgulho que me dedico, junto com outras colegas, a cuidar da educação pública profissional e tecnológica, administrada pelo Governo Federal, com a garantia de reconhecimento social, comprovada pela sua condição de instituição centenária”, afirma.

A servidora, que atua na Assessoria de Comunicação Social do Campus Aracaju, acrescenta que, para ela, trabalhar no serviço público, é honrar, sobretudo, o erário, no esforço de ajudar a produzir ações que representem práticas sociais que visem o desenvolvimento da sociedade por meio do processo educacional.

“Pelo IFS, voei mais alto e conquistei ascensão profissional por formação continuada: especializei-me em Gestão da Comunicação, formei-me mestre em Educação e, por ora, concluo doutorado em Educação, na Universidade Federal de Sergipe", disse.

A patrona

A inserção das mulheres no serviço público começou a render frutos mais eficazes a partir de 1917, quando as brasileiras ganharam o direito de ingressar no serviço público. A primeira servidora pública do País foi Joana França Stockmeyer, que trabalhou na Imprensa Nacional. Posteriormente, foi declarada “Patrona da Servidora Pública Brasileira” por Decreto de 5 de março de 2008, publicado no Diário Oficial da União em 6 de março de 2008.

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Com informações do Portal Brasil, IBGE e Escola Nacional da Administração Pública (Enap).

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