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Escola ontem, IFS hoje

Escrito por Administrador | Criado: Segunda, 11 de Dezembro de 2017, 15h27 | Publicado: Segunda, 11 de Dezembro de 2017, 15h27 | Última atualização em Quinta, 12 de Novembro de 2020, 12h06

HISTÓRICO

A História do Instituto Federal de Sergipe (IFS) é o resultado do encontro de duas grandes instituições de ensino do Estado de Sergipe. Com caminhos distintos, porém voltados para educação e trabalho como uma alternativa para os desvalidos que tinham como objetivo a formação de mão de obra. A história da Escola de Aprendizes e Artífices e do Patronado São Maurício formariam anos mais tarde a estrutura do Instituto Federal de Sergipe.

A Escola de Aprendizes e Artífices fundada pelo Decreto nº 7.566, de 23 de setembro de 1909, mas que só começou a funcionar em Sergipe em 1911 devido a falta de apoio político estadual. Assim, como o Patronato Agrícola São Maurício, a escola tinha como objetivo habilitar os filhos dos desfavorecidos de fortuna e fazê-los adquirir hábitos de trabalho que os afastasse da ociosidade ignorante, do vicio e do crime, no entanto, a escola diferenciava do Patronato por não ter um caráter reformador.

A escola também era de ensino primário e tinha o objetivo de formar operários e contra-mestres, com até cinco oficinas de trabalho manual ou de mecânica que atendesse as necessidades do Estado o ensino primário era obrigatório para os alunos que não soubessem ler, escrever e contar. Devido a mudança na política nacional, na década de 1930 a Escola de Aprendizes e Artífices é transformada em Liceu Industrial de Aracaju em 1942 ela passa por outra transformação, de Liceu tornou-se Escola Industrial de Aracaju, em 1965 passa a ser Escola Técnica Federal de Sergipe, e em 2002 é transformada em Centro Federal de Educação Tecnológica de Sergipe.

O outro alicerce do IFS é o patronato São Maurício, ele nasceu de uma iniciativa do Governo do Estado pelo Decreto nº 890, de 14 de novembro de 1924 seguindo um modelo federal na criação de escolas agrícolas no país. Inicialmente, voltado aos menores desvalidos e com o objetivo de regenerar e preparar mão de obra para o trabalho agrícola. Em 1928 passa por uma reformulação com a criação de um novo regulamento, passo essencial para adequar ao modelo de uma escola primária e desvincular o caráter corretivo e regenerador, consequentemente fez com que os trabalhos desenvolvidos na escola, fossem direcionados para os ramos de produção e oficinas profissionais.

A escola passou por várias mudanças em sua nomenclatura, de 1924 a 1926 foi o Patronato Agrícola São Maurício, de 1926 a 1931 titulou-se Patronato de Menores Francisco de Sá e de 1931 a 1934 Patronato de Menores Cyro de Azevedo, além disso passou a ser chamada de Escola de Aprendizado Agrícola de Sergipe, e mais uma vez se transformou e passou a ser a Escola de Aprendizado Agrícola Benjamim Costant, Escola de Iniciação Agrícola Benjamim Costant e Escola Agrotécnica Federal de São Cristóvão.

Finalmente a lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008 institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, e cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. A partir desse momento, a Escola Agrotécnica Federal de São Cristóvão e o Centro Federal de Educação Tecnológica de Sergipe são transformada em uma única instituição, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe.  

Para conhecer mais sobre a História do Instituto Federal de Sergipe, na seção de publicações, estão disponibilizados links de alguns trabalhos que foram produzidos por pesquisadores e que são referenciais teóricos no desenvolvimento de pesquisas sobre a educação, sobretudo, técnica e agrotécnica.

Referências

BRASIL. Lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008.

Institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 30 dez. 2008.

BRASIL. Decreto nº 7.566, de 23 de setembro de 1909. Crêa nas capitaes dos Estados da Republica Escolas de Aprendizes Artifices, para o ensino profissional primario e gratuito.Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Rio de Janeiro, RJ, 26 set. 1909.

NERY, MARCO ARLINDO AMORIM MELO. A Regeneração da infância pobresergipana no iníciodo século xx: o patronato agrícola de sergipe e suaspráticas educativas. 2006. 153f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2006.

SANTOS NETO, AMÂNCIO CARDOSO DOS. Da escola de aprendizes ao instituto federal de sergipe: 1909 - 2009. Revista Brasileira da Educação Profissional e Tecnológica. Natal,v. 2, n. 2, 2009.

 

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