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TRANSFORMAÇÃO

IFS forma 400 mulheres no programa Computadores para Inclusão; Governo Federal anuncia R$ 1,65 milhão para continuidade da ação

Publicado: Sexta, 06 de Março de 2026, 12h57

IMG 9710Solenidade em Aracaju marcou a formação de novas turmas e o reforço da política pública de inclusão digital voltada a mulheres e comunidades populares

Quando Joana Angélica Vieira Borges Alves, moradora do assentamento Emília Maria, em São Cristóvão, contou que o curso de letramento digital ajudou sua turma, durante uma das aulas, a criar um projeto de Ecoparque com uso de planilhas, redes sociais e outras ferramentas de gestão, a formatura de 400 mulheres do Centro de Recondicionamento de Computadores do Instituto Federal de Sergipe (IFS), nesta sexta-feira, 6, em Aracaju, ganhou uma síntese precisa de seu alcance. O relato deu dimensão concreta à iniciativa: mais do que ensinar a operar computador e celular, o programa passou a abrir espaço para que mulheres de comunidades populares convertam conhecimento básico em organização produtiva, circulação digital e perspectiva de renda.

IMG 9753O evento marcou a conclusão de novas turmas do programa Computadores para Inclusão e também o anúncio de um investimento de R$ 1,65 milhão do governo federal para ampliar a formação de mulheres e moradores de comunidades populares no estado até o fim de 2027. A nova fase da parceria entre o Ministério das Comunicações e o IFS prevê a doação de 2.500 computadores recondicionados e a emissão de 1.200 certificados em cursos ligados à inclusão digital e à sustentabilidade. A programação inclui formações em informática básica, marketing digital, montagem e manutenção de computadores, desenvolvimento de jogos digitais, design gráfico para redes sociais, internet das coisas com Arduino, tecnologias digitais na educação, pensamento computacional, laboratórios virtuais e empreendedorismo digital.

A reitora do IFS, Ruth Sales Gama de Andrade, afirmou que o instituto já capacitou mais de 2.500 pessoas e entregou mais de 1.000 computadores, desempenho que, segundo ela, permitiu cumprir em um ano metas que estavam previstas para um período maior. Para a reitora, o resultado expressa o efeito de uma articulação entre diferentes áreas do governo em torno de uma política pública voltada ao acesso à educação e à tecnologia. “Quando os ministérios se juntam, quando as pessoas se somam preocupadas com o povo, funciona, dá certo”, disse.

A ministra interina das Comunicações, Sônia Faustino, associou o programa à ampliação de oportunidades para mulheres e defendeu que a qualificação profissional e o domínio de habilidades digitais fazem parte do caminho para a autonomia. Ao falar às formandas, ela afirmou que a inclusão também depende da recusa em aceitar limites impostos pela desigualdade e pediu que as mulheres não se coloquem em segundo plano. “Acreditem em vocês. Nós podemos. Nós podemos chegar onde nós quisermos”, disse Sônia.

TV Box educativa

AIMG 9855 cerimônia também lançou luz sobre uma frente menos convencional do projeto: o uso da TV Box como instrumento pedagógico. No IFS, o equipamento foi adaptado e rebatizado informalmente de EduBox. Em vez do uso irregular que popularizou o aparelho, o instituto passou a utilizá-lo para armazenar aulas e conteúdos didáticos, que podem ser emprestados a alunas que não conseguem acompanhar presencialmente todas as atividades, seja por doença, cuidado com os filhos ou necessidade de reforço no aprendizado.

Ao explicar a iniciativa, Ruth Sales Gama afirmou que a adaptação foi pensada para responder à realidade concreta das estudantes atendidas pelo programa. “A gente retira a parte ilegal, coloca aulas das disciplinas que as mulheres vão assistir no curso e empresta para elas caso ela esteja doente, tenha criança ou queira reforçar o seu conhecimento”, afirmou. A experiência resume a lógica do projeto em Sergipe: reaproveitar tecnologia, ampliar acesso e transformar equipamentos em instrumentos concretos de permanência e aprendizagem.

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