Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas

O NEABI é o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas do IFS. Ele estimula e promove ações de ensino, pesquisa e extensão orientadas à temática das identidades e relações etnicorraciais, especialmente quanto às populações afrodescendentes e indígenas, no âmbito da instituição e em suas relações com a comunidade.
Apoiar a promoção de ações afirmativas e colaborar com a implantação do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena no IFS.
Promover eventos que difundam o conhecimento e a valorização da história dos povos africanos, da cultura afro-brasileira, da cultura indígena e da diversidade na construção histórica, cultural e social do país.
Possibilitar o intercâmbio técnico-científico entre IES - Instituições de Ensino Superior - centros de pesquisas e de ensino, organizações públicas e privadas de defesa e promoção da igualdade racial, em nível local, estadual, nacional e internacional.
Apoiar, planejar e executar ações que ajudem para a formação inicial e continuada de servidores e alunos para as relações étnico-raciais. Estimular publicações técnicas e científicas sobre questões étnico-raciais no IFS e em outras instituições públicas e privadas. Comunidades negras rurais, quilombolas e indígenas.
Na sequência, está disponível a minuta do regulamento dos Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) do IFS, a qual se encontra aguardando aprovação do Conselho Superior.
Documentos:
Ações:
Ação de Valorização da Cultura Indígena – Poço Redondo
23 de abril de 2026
O NEABI do IFS – Campus Poço Redondo realizou atividade voltada à valorização da cultura, dos saberes e das tradições dos povos indígenas. A iniciativa proporcionou momentos de diálogo, aprendizagem e troca de conhecimentos com a comunidade, contando com a participação de representantes do Povo Xocó.
A atividade contribuiu para ampliar o conhecimento sobre a diversidade dos povos indígenas, fortalecer a educação intercultural e promover o reconhecimento e o respeito às diferentes culturas e saberes tradicionais.

__________________________________________________________________________________________________
Novembro Negro no IFS: Consciência, Reparação e Ação nos 10 Campi de Sergipe
Mais do que uma data no calendário, o 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra, tornou-se um marco de reflexão e luta. No Instituto Federal de Sergipe (IFS), essa reflexão se expande por todo o mês, mobilizando seus 10 campi em uma programação intensa para o Novembro Negro. O objetivo é claro: resgatar, fortalecer e dar voz às discussões e reivindicações históricas dos povos de matriz africana, com um olhar especial para a realidade de Sergipe.
A mobilização não é apenas simbólica; ela se ancora em uma realidade social urgente. Segundo os dados mais recentes do Censo 2022 (IBGE), 74,4% da população sergipana se autodeclara negra (sendo 61,6% parda e 12,8% preta). O estado viu um aumento de 54,2% no número de pessoas que se identificam como pretas desde 2010, um sinal de uma crescente retomada da identidade.
No entanto, essa maioria populacional ainda enfrenta o abismo da desigualdade estrutural. Em Sergipe, o rendimento médio de uma pessoa branca é 61% maior do que o de uma pessoa preta. Esses números dão a dimensão da importância de eventos como o Novembro Negro, que transformam os espaços educacionais em centros de letramento racial e debate crítico.
Ações que Ecoam pelo Estado
Coordenadas em grande parte pelos Núcleos de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) de cada campus, as atividades do IFS buscam ir além das palestras, promovendo a cultura, a memória e o diálogo direto com a comunidade.
Embora cada campus tenha sua autonomia, a rede de ações é conectada. Veja o que está acontecendo em algumas unidades:
Campus Lagarto: Sob o tema "Ecos de Memória e Resistência: Vozes Negras que Transformam o Campus", a programação de 2025 inclui cine-debates sobre quilombos sergipanos, oficinas de máscaras africanas em argila e rodas de conversa com integrantes do Movimento Negro Unificado.
Campus Glória: No sertão, o projeto "Trançando Histórias: Cinema, Quilombo e Resistência" promove oficinas de tranças afro, samba de coco e um cine-debate. A ação fortalece os laços da academia com os saberes tradicionais, trazendo a comunidade do Quilombo Mocambo, de Porto da Folha, para dentro do instituto.
Demais Campi: De Aracaju a Propriá, passando por Estância, Itabaiana, São Cristóvão, Socorro, Poço Redondo e Tobias Barreto, a mobilização se multiplica. A programação geral inclui exposições artísticas, apresentações culturais e debates focados em temas como o combate ao racismo estrutural e a efetivação das leis de ensino da história e cultura afro-brasileira (Lei 10.639/03).
Ao espalhar o debate por todo o território sergipano, o IFS cumpre seu papel social de não apenas formar profissionais, mas cidadãos conscientes e agentes na construção de uma sociedade ativamente antirracista.
Contatos:
Alexandre Santos de Oliveira - Coordenador do NEABI
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Instagram: https://www.instagram.com/_neabi_ifs/









Redes Sociais