Do sertão ao litoral: visita técnica amplia compreensão sobre dinâmicas geográficas de Sergipe
Atividade percorreu diferentes paisagens do Estado e integrou conteúdos teóricos de sala de aula à prática de campo, envolvendo alunos dos cursos técnicos em Agropecuária e Alimentos do Campus Glória
No dia 16 de janeiro, estudantes do 1º ano dos cursos técnicos em Agropecuária e em Alimentos do Instituto Federal de Sergipe (IFS) – Campus Glória participaram de uma visita técnica intitulada “Do sertão ao litoral (do planalto à planície)”, com programação iniciada no sertão sergipano e concluída no município de Aracaju. A atividade buscou aproximar os alunos de experiências práticas voltadas à análise do espaço geográfico e dos elementos artísticos urbanos, especialmente o grafitti, consolidando conteúdos trabalhados em sala de aula.
A iniciativa reuniu paradas estratégicas ao longo do percurso para análises geográficas em diferentes contextos paisagísticos. Entre os pontos visitados estiveram a Fazenda Sucupira (Nossa Senhora das Dores), o povoado Itaperoá (Siriri), a Praia do Robalo e o povoado Areia Branca (Aracaju). O trajeto contou com o acompanhamento dos docentes Rodrigo da Silva Menezes, Aurora Corrêa Rodrigues e Wécio Bezerra Santos Júnior.
Ao longo do percurso, os estudantes puderam observar a diversidade de biomas presentes no Estado de Sergipe — como Caatinga, Mata Atlântica, Restinga e Manguezal — além de elementos ligados à dinâmica urbana e à estruturação dos espaços. A experiência buscou conectar formação acadêmica, vivências sociais e pesquisa científica, contribuindo para uma compreensão ampliada da Geografia enquanto campo do saber.
Para a estudante Kamilly Vitória de Oliveira Ferreira, a atividade foi fundamental para aprofundar o aprendizado. “A visita técnica possibilita compreender a Geografia de uma forma diferenciada, analisando em campo todo o conhecimento que obtivemos em sala de aula”, avaliou ao destacar que a observação direta permitiu analisar formas de relevo, tipos de clima e vegetação, além de entender características urbanas do território.
Na mesma perspectiva, o aluno Willames Felix Moreira ressaltou o caráter pedagógico da iniciativa. “Ajuda a entendermos a Geografia de uma forma mais dinâmica e interessante, se comparada com as aulas tradicionais”, afirmou.
Do ponto de vista pedagógico, o professor Rodrigo da Silva Menezes destacou a relevância da experiência ao integrar conhecimento teórico e pesquisa de campo. “Foi uma atividade significativa, porque apresenta a Geografia de uma forma inédita para os estudantes, onde eles puderam compreender o saber e o fazer geográfico por meio da análise das paisagens”, explicou.
A experiência marcou a trajetória acadêmica dos participantes ao permitir que a Geografia deixasse de ser apenas um conteúdo do livro e se tornasse paisagem observável, cheiros, texturas e contrastes do território sergipano. Ao conectar biomas, cidades, arte urbana e formas de relevo, a visita deu corpo a uma aula que se deslocou sobre rodas e atravessou serras, planícies e mangues, mostrando que aprender também pode ser um movimento geográfico.


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