IFS lança projeto Mais Ciência na Escola com foco em laboratórios makers e incentivo à pesquisa na educação básica
Projeto prevê ainda formação de professores da SEED
O Instituto Federal de Sergipe (IFS) realizou, nesta terça-feira (16), o lançamento do projeto Mais Ciência na Escola, em evento promovido na Biblioteca Beatriz Nascimento, do Campus Socorro. A programação reuniu estudantes, servidores, gestores da educação e representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, além de contar com apresentações culturais e exposição de projetos de pesquisa desenvolvidos por alunos da unidade.
A iniciativa integra um programa nacional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) voltado ao fortalecimento da cultura científica e da inovação nas escolas públicas, por meio da implantação de laboratórios makers e do estímulo à iniciação científica desde o ensino fundamental.
Durante o lançamento, o diretor do Departamento de Educação da Secretaria de Estado da Educação de Sergipe, Genaldo Freitas Lima, destacou a importância do projeto para a rede estadual de ensino. “Esse programa vai nos incentivar e nos ajudar muito, porque nós vamos implantar dez laboratórios makers nas Diretorias Regionais de Educação em todo estado. É um incentivo à tecnologia. Os nossos alunos precisam desse incentivo”, afirmou.
O diretor de Pesquisa e Pós-Graduação do IFS, Mário Farias, explicou que o programa funcionará como um grande articulador de ações de ciência e tecnologia na educação básica. “O objetivo é fomentar a criação de laboratórios makers nas redes de ensino básico aqui em Sergipe. Em parceria com a rede estadual, o projeto vai montar 10 laboratórios makers em 10 escolas das 10 Diretorias Regionais de Educação do estado de Sergipe”, explicou.
De acordo com Mário, as escolas contempladas foram escolhidas com base nos menores índices de Desenvolvimento da Educação Básica do estado (Ideb), como forma de priorizar unidades que ainda enfrentam dificuldades estruturais. Ele também informou que o projeto já selecionou dez professores da rede estadual como bolsistas do CNPq e, futuramente, serão escolhidos dez estudantes por escola para receber bolsas de iniciação científica júnior. “O objetivo principal não é apenas montar o laboratório, mas formar os professores para que atuem nesses espaços com seus alunos, promovendo a iniciação científica desde o ensino fundamental”, ressaltou.
Representando o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a gestora federal Milena Barros destacou a expectativa positiva em torno da implantação do programa em Sergipe. “Para nós é uma honra estar aqui para o lançamento do Mais Ciência na Escola. Estamos entusiasmados com a implementação desse projeto e acreditamos que o impacto será muito grande para os alunos, para o desenvolvimento da pesquisa e para a aproximação da ciência e da tecnologia no cotidiano escolar”, afirmou.
Já o pró-reitor de Pesquisa e Extensão, Osman Santos, que na ocasião representou a reitora Ruth Sales Gama de Andrade, enfatizou que o programa dialoga diretamente com a missão institucional dos institutos federais que é de fortalecer a educação básica e promover o letramento científico e digital. “Implantar laboratórios dentro dessa perspectiva da expansão da cultura maker no estado é muito importante porque articula uma proposta de ensino que integra prática e teoria, promovendo uma formação cidadã, inclusiva e voltada ao mundo do trabalho na perspectiva inovadora”, destacou.
O evento teve ainda um caráter de integração da comunidade acadêmica. Estudantes do Campus Socorro apresentaram trabalhos científicos e projetos de pesquisa desenvolvidos nas áreas de tecnologia, sustentabilidade e inovação, demonstrando o potencial da produção estudantil do IFS. As apresentações culturais também marcaram a programação, reforçando a proposta de unir ciência, educação e expressão artística no ambiente escolar.
O projeto Mais Ciência na Escola será executado no estado pelo Instituto Federal de Sergipe, em parceria com o MCTI, o CNPq e a Secretaria de Estado da Educação, e prevê a implantação de dez laboratórios makers em escolas públicas sergipanas ao longo dos próximos meses.


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