Encontro intercultural conecta estudantes de 13 países por meio da língua portuguesa
PLA Acolhimento 2026 promoveu relatos sobre migração, adaptação ao Brasil e pertencimento no ambiente acadêmico
Estudantes de 13 países participaram do PLA Acolhimento 2026, realizado no último dia 18, na Reitoria do Instituto Federal de Sergipe (IFS), em Aracaju. O encontro reuniu alunos, egressos, pesquisadores e interessados no curso de Português como Língua Adicional (PLA), destinado a pessoas cuja língua materna é outro idioma. A programação abriu espaço para relatos sobre migração, adaptação ao Brasil e convivência entre diferentes culturas no ambiente acadêmico.
Participaram estudantes de Cuba, Argentina, Venezuela, Mali, Gana, Quênia, China, Estados Unidos, Nigéria, Zâmbia, Paquistão, Moçambique e Angola. Docentes do IFS e da Universidade Federal de Sergipe (UFS) também estiveram presentes. A diversidade de nacionalidades orientou as conversas sobre barreiras linguísticas, construção de vínculos e os desafios enfrentados por quem passa a estudar ou viver em outro país.
A programação começou com um coffee break composto por alimentos associados a tradições da África, da América do Sul e do Oriente Médio. O momento aproximou participantes com diferentes trajetórias migratórias e abriu espaço para conversas antes da atividade principal. Na sequência, Jéssica Gonçalves apresentou a palestra “Entre Línguas e Fronteiras: caminhos, construções e devires de uma vida em outro país”.
Durante a exposição, Jéssica relatou a experiência de viver nos Estados Unidos e abordou dificuldades, descobertas e mudanças pessoais relacionadas à condição de imigrante. O depoimento estimulou discussões sobre identidade, deslocamento e adaptação cultural, além de permitir que outros participantes compartilhassem situações semelhantes vividas fora de seus países de origem.
Segundo o assessor de Relações Internacionais do IFS, Frederico Chaves Sampaio Júnior, o encontro contribuiu para aproximar estudantes e docentes de diferentes países, ampliar a troca de conhecimentos e fortalecer o diálogo sobre diversidade no ambiente acadêmico. “Ao reunir estudantes e professores de diferentes países e trajetórias, o encontro fortaleceu o diálogo intercultural e contribuiu para a construção de uma comunidade acadêmica mais acolhedora, inclusiva e conectada com realidades globais”, afirma.
O curso PLA atende pessoas que não têm o português como língua materna e funciona como uma ferramenta de integração acadêmica e social. No encontro, o aprendizado do idioma foi tratado não apenas como condição para acompanhar atividades de ensino, mas também como um caminho para ampliar a autonomia dos estudantes e facilitar sua participação na vida cotidiana.


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