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Colação de Grau

Turma só de mulheres se forma em Engenharia Civil

Publicado: Sexta, 11 de Setembro de 2026, 14h40 | Última atualização em Sexta, 11 de Setembro de 2026, 14h43

Campus Estância entrega à sociedade novas engenheiras em prestigiada solenidade

Por Carole Ferreira da Cruz

WhatsApp Image 2026 09 11 at 14.00.33Três mulheres, mães e agora engenheiras. A trajetória delas se cruzou no Instituto Federal de Sergipe (IFS) – Campus Estância e encerrou com a tão sonhada formatura em Engenharia Civil durante solenidade realizada na noite do dia 10 de setembro no auditório da instituição. Participaram da cerimônia professores, representantes da Reitoria e Direção Geral, familiares, amigos e servidores.

Discursos comoventes, homenagens e muita emoção marcaram esse evento que ficou eternizado no coração e na memória de quem teve a oportunidade de estar presente. Compuseram a mesa solene o pró-reitor de Gestão de Pessoas do IFS, Carlos Menezes de Souza Júnior, a diretora-geral do campus, Sônia Pinto de Albuquerque Melo, o Gerente de Ensino, Carlos Mariano, o paraninfo da turma, Adysson Fortuna, e o patrono, Antônio Fernandes.

A solenidade foi aberta após a execução do Hino Nacional pelo pró-reitor, que na ocasião representou a reitora Ruth Sales Gama de Andrade e destacou a importância da política do atual governo de fortalecimento dos institutos federais para a formação de profissionais qualificados. Carlos Menezes Júnior é natural de Estância, já foi pedagogo e diretor do campus e retornou há poucos meses como professor do novo curso de Licenciatura em Letras.

WhatsApp Image 2026 09 11 at 14.00.34 1Em seguida Klayce Santos Siqueira prestou o juramento em nome das colegas de turma e Íris Katellen Cruz recebeu a outorga de grau de bacharel em Engenharia Civil. Os discursos foram abertos pela oradora da turma, Daiane de Jesus Neves, que enfatizou a trajetória de dedicação e superação de três mulheres e mães que assumiram o desafio de tornar-se engenheiras.

“Nossa caminhada nunca foi apenas chegar à faculdade. Era sair de nossas cidades, enfrentar a estrada, assistir às aulas e depois voltar para casa sabendo que ainda havia muito a fazer. Era chegar cansada e continuar. Era abrir um livro quando o corpo pedia cama. Era trocar horas de sono por mais algumas horas de estudo. E, entre uma prova e outra, entre um trabalho e outro, ainda existia uma responsabilidade que fazia tudo ser ainda maior: a maternidade”, lembrou Daiane.

WhatsApp Image 2026 09 11 at 14.00.34O paraninfo, Adysson Fortuna, relembrou percurso de cada uma delas na instituição, algumas iniciadas no curso técnico integrado ao ensino médio de Edificações. “Mesmo contratadas, vocês estarão trabalhando para vocês mesmos e trabalharão na construção da própria carreira. Vocês estavam aqui investindo para o futuro, vão sair daqui e continuarão investindo, mas receberão salário por isso. Trabalhem independentemente de quem estiver observando, porque sempre haverá alguém observando”, orientou.

A diretora Sônia Melo enfatizou a importância de olhar para a engenharia sempre numa perspectiva humanizada, tendo como foco as pessoas. “É formar cidadãos capazes de compreender o mundo do trabalho, a ciência, a tecnologia, a cultura e a sociedade. É compreender que conhecimento técnico e formação humana não podem caminhar separados. É entender que teoria e prática se encontram. Que o trabalho não é apenas aquilo que fazemos para sobreviver, mas também uma dimensão pela qual compreendemos e transformamos a realidade”, argumentou.

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