Turma só de mulheres se forma em Engenharia Civil
Campus Estância entrega à sociedade novas engenheiras em prestigiada solenidade
Por Carole Ferreira da Cruz
Três mulheres, mães e agora engenheiras. A trajetória delas se cruzou no Instituto Federal de Sergipe (IFS) – Campus Estância e encerrou com a tão sonhada formatura em Engenharia Civil durante solenidade realizada na noite do dia 10 de setembro no auditório da instituição. Participaram da cerimônia professores, representantes da Reitoria e Direção Geral, familiares, amigos e servidores.
Discursos comoventes, homenagens e muita emoção marcaram esse evento que ficou eternizado no coração e na memória de quem teve a oportunidade de estar presente. Compuseram a mesa solene o pró-reitor de Gestão de Pessoas do IFS, Carlos Menezes de Souza Júnior, a diretora-geral do campus, Sônia Pinto de Albuquerque Melo, o Gerente de Ensino, Carlos Mariano, o paraninfo da turma, Adysson Fortuna, e o patrono, Antônio Fernandes.
A solenidade foi aberta após a execução do Hino Nacional pelo pró-reitor, que na ocasião representou a reitora Ruth Sales Gama de Andrade e destacou a importância da política do atual governo de fortalecimento dos institutos federais para a formação de profissionais qualificados. Carlos Menezes Júnior é natural de Estância, já foi pedagogo e diretor do campus e retornou há poucos meses como professor do novo curso de Licenciatura em Letras.
Em seguida Klayce Santos Siqueira prestou o juramento em nome das colegas de turma e Íris Katellen Cruz recebeu a outorga de grau de bacharel em Engenharia Civil. Os discursos foram abertos pela oradora da turma, Daiane de Jesus Neves, que enfatizou a trajetória de dedicação e superação de três mulheres e mães que assumiram o desafio de tornar-se engenheiras.
“Nossa caminhada nunca foi apenas chegar à faculdade. Era sair de nossas cidades, enfrentar a estrada, assistir às aulas e depois voltar para casa sabendo que ainda havia muito a fazer. Era chegar cansada e continuar. Era abrir um livro quando o corpo pedia cama. Era trocar horas de sono por mais algumas horas de estudo. E, entre uma prova e outra, entre um trabalho e outro, ainda existia uma responsabilidade que fazia tudo ser ainda maior: a maternidade”, lembrou Daiane.
O paraninfo, Adysson Fortuna, relembrou percurso de cada uma delas na instituição, algumas iniciadas no curso técnico integrado ao ensino médio de Edificações. “Mesmo contratadas, vocês estarão trabalhando para vocês mesmos e trabalharão na construção da própria carreira. Vocês estavam aqui investindo para o futuro, vão sair daqui e continuarão investindo, mas receberão salário por isso. Trabalhem independentemente de quem estiver observando, porque sempre haverá alguém observando”, orientou.
A diretora Sônia Melo enfatizou a importância de olhar para a engenharia sempre numa perspectiva humanizada, tendo como foco as pessoas. “É formar cidadãos capazes de compreender o mundo do trabalho, a ciência, a tecnologia, a cultura e a sociedade. É compreender que conhecimento técnico e formação humana não podem caminhar separados. É entender que teoria e prática se encontram. Que o trabalho não é apenas aquilo que fazemos para sobreviver, mas também uma dimensão pela qual compreendemos e transformamos a realidade”, argumentou.


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