INCLUSÃO
O Campus Glória do Instituto Federal de Serigpe realizou, no dia 30 de setembro, a culminância da Semana da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla. Realizada no auditório e no salão de vivência do campus, a programação reuniu estudantes, servidores, convidados e comunidade externa em um momento de reflexão, diálogo, arte e celebração da inclusão.
Na sequência, uma mesa de conversa reuniu diferentes perspectivas sobre as realidades, vivências e desafios enfrentados por pessoas com deficiência intelectual e múltipla. Participaram a estudante do IFS Campus Glória Letícia Moreira, pessoa com autismo nível 2 de suporte; o estudante Bruno Costa, do Colégio Estadual Cícero Bezerra; David Pontes; e a profissional de apoio pedagógico Maria Eliana. A conversa foi mediada pela psicopedagoga Taís Rezende e também contou com a participação do público, que fez perguntas e contribuiu para as discussões.
Campus Glória encerra Semana da Pessoa com Deficiência com arte, diálogo e convivência
Culminância reuniu estudantes, servidores, convidados e comunidade externa em uma programação com dança, mesa de conversa e música
Com o tema “Escola como espaço inclusivo: a pessoa com deficiência no ambiente educacional”, a atividade propôs pensar a escola para além do espaço de aprendizagem, como um ambiente de convivência, participação, respeito, acessibilidade e conhecimento. A programação foi realizada pelo Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Específicas (Napne) do Campus Glória e pelo Sinasefe Sergipe, com apoio do Pontão de Cultura Albertina Brasil e recursos do Edital de Combate às Opressões 2026, do sindicato.
Expressão e inclusão
A programação começou com a apresentação da Companhia de Dança Loucura Arte, que utilizou a dança como instrumento de expressão, reflexão e inclusão. O grupo reúne artistas com e sem deficiência, compartilhando experiências e sentimentos por meio da arte. Entre os integrantes esteve o bailarino e atleta David Pontes, integrante do Time Brasil de Paradança desde 2021 e campeão mundial de Paradança Esportiva em 2023.
A participação de David também levou ao público reflexões sobre sua própria trajetória. Ao falar sobre o período após um acidente e a descoberta de que viveria em uma cadeira de rodas, ele relembrou os medos daquele momento e a forma como precisou reconstruir a própria relação com a vida.
“Eu não sabia como iria viver numa cadeira de rodas. Na verdade, assim, tornou mais fácil a minha vida. Hoje eu amo a cadeira de rodas!”, afirmou. Em sua fala, David também destacou a importância de não reduzir a experiência das pessoas com deficiência à própria deficiência.
“Não é porque nós somos pessoas com deficiência que não vivemos, que a gente não conta uma história, que a gente não faz as coisas. Temos uma vida!”, destaca David.
Diálogo sobre vivências e barreiras
Na sequência, uma mesa de conversa reuniu diferentes perspectivas sobre as realidades, vivências e desafios enfrentados por pessoas com deficiência intelectual e múltipla. Participaram a estudante do IFS Campus Glória Letícia Moreira, pessoa com autismo nível 2 de suporte; o estudante Bruno Costa, do Colégio Estadual Cícero Bezerra; David Pontes; e a profissional de apoio pedagógico Maria Eliana. A conversa foi mediada pela psicopedagoga Taís Rezende e também contou com a participação do público, que fez perguntas e contribuiu para as discussões.Para Andrêzza Castro, responsável pelo evento, a proposta foi justamente ampliar o diálogo sobre inclusão e reconhecer as potencialidades das pessoas com deficiência, sem deixar de olhar para os obstáculos que ainda precisam ser enfrentados.
“Esse encontro é também uma oportunidade para ampliar o diálogo sobre a inclusão, reconhecermos as potencialidades das pessoas com deficiência e refletirmos sobre as barreiras que ainda precisamos superar, em especial as barreiras atitudinais”, destacou.
Segundo Andrêzza, a programação foi pensada para abordar essas questões por meio de diferentes linguagens. “A programação de hoje foi pensada justamente para promover esse diálogo com diferentes linguagens: pela dança, pela conversa e pela música.”
Música para encerrar a programação
O encerramento ficou por conta do grupo de percussão Tambores do Sertão. Ao som dos tambores, os participantes dançaram e confraternizaram em um momento de descontração e integração, acompanhado de um lanche oferecido aos presentes.
Ao reunir diferentes formas de expressão e espaços de escuta, a culminância reforçou a importância de construir ambientes em que pessoas com deficiência possam participar, se expressar e compartilhar experiências. A atividade também trouxe para o centro da discussão a necessidade de reconhecer as potencialidades e enfrentar as barreiras que ainda limitam a participação plena dessas pessoas nos diferentes espaços da sociedade.
Crédito das fotografias: Herbert José Cruz Resende (Ascom/IFS Campus Glória) e Lorena Meneses (estudante).



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