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LIDERANÇA E EMPATIA

Conheça a trajetória das mulheres que comandam o IFS

Criado: Sexta, 05 de Março de 2021, 15h23 | Publicado: Sexta, 05 de Março de 2021, 15h23 | Última atualização em Quarta, 10 de Março de 2021, 17h02

Protagonismo feminino na instituição é lembrado no 08 de março, que simboliza a luta pela igualdade de gênero no mundo

Por Carole Ferreira da Cruz

Ilustração Dia Internacional da MulherO protagonismo feminino está em ascensão no Instituto Federal de Sergipe (IFS). Dos 1180 servidores que compõe o quadro de pessoal, 42% são mulheres e 22 delas comandam áreas estratégicas, como ensino, pesquisa, inovação, extensão, administração e inclusão. A conquista dos postos de decisão vem crescendo nos últimos anos e se acentuou em 2018, desde que a instituição entrou para a história ao contar com a primeira mulher do estado a assumir o cargo de reitora.

Neste 08 de março, dia Internacional da Mulher, símbolo da luta pela igualdade de gênero e pelas conquistas sociais, econômicas e políticas das mulheres, a equipe de reportagem do Departamento de Comunicação (DCOM) mostra a trajetória de servidoras que estão na linha de frente da gestão. São carreiras inspiradoras que revelam o potencial feminino para superar desafios, liderar equipes, assumir múltiplas tarefas, envolver e mobilizar pessoas e atuar de forma colaborativa, humanizada e empática, sem perder de vista o compromisso social.

Essas gestoras têm em comum a sólida formação intelectual e humana, a habilidade para liderar, incluir e ouvir, a capacidade de antever e enfrentar os problemas e, sobretudo, a sensibilidade e a empatia para lidar com a comunidade escolar em toda sua diversidade, especialmente os alunos, que são a razão de ser do IFS. Mas essa não é a realidade nacional. A desigualdade no mercado de trabalho ainda é predominante no Brasil, mesmo quando as mulheres são mais qualificadas e acumulam mais tempo de estudo.

Pesquisa realizada pelo IBGE em 2019 revela que jovens entre 25 e 49 anos ganham 20,5% a menos que homens e esse percentual aumenta para 35% quando o tempo de estudo delas é maior. Além disso, as mulheres ocupam menos da metade dos postos de diretores e gerentes nas empresas e ainda recebem um salário 30% menor. Situações como essa, aliadas à problemática da baixa representação política, do machismo, da misoginia, da violência doméstica e do feminicídio reforçam a importância do 08 de março como uma data de luta e de reflexão. 

Para chegar até onde querem e merecem as mulheres precisam se destacar desde sempre, acumular diversos papéis e, acima de tudo, superar ainda na infância o estigma que as relegam a atividades do universo doméstico e a profissões que se encaixam em divisões de gênero construídas socialmente. Exatamente por isso é importante ter personalidade forte, espírito combativo e coragem para enfrentar as dificuldades, como tem demonstrado a reitora do IFS, Ruth Sales Gama de Andrade, que assumiu o cargo em outubro de 2018.

Capacidade de mobilizar e realizar

RuthRuth ingressou no IFS inicialmente como aluna e depois como professora de Química da então Escola Técnica, em 1996. Os convites para assumir novos desafios vieram de imediato até a chegada à Pró-reitoria de Pesquisa e Extensão (Propex) e à Reitoria. A conclusão do doutorado ocorreu durante esse percurso. Assim que galgou o posto mais alto da instituição, a reitora priorizou a qualidade de vida dos servidores por meio do programa Bem Me Quer, mas a crise imposta pela Covid-19 exigiu a mobilização da comunidade para superar adversidades e encontrar soluções conjuntas.

Servidores e alunos atenderam ao chamado e o IFS cumpriu um relevante papel no combate à pandemia. “Ocupar cargo num mundo preconceituoso que desvaloriza o papel feminino não é fácil, por que nos confinam no lar e a trabalhos e carreiras pouco valorizadas. Essa questão é muito forte, principalmente na área de exatas. No entanto, faço questão de registrar que não sofri esse tipo de preconceito dentro do instituto por buscar sempre impor o meu posicionamento e os meus conhecimentos, de forma a lutar e a somar com as mulheres que já construíram algo no passado”, ressalta.

Diálogo e transparência

SõniaSônia Pinto de Albuquerque Melo, diretora do Campus Estância, também começou como aluna e em 2011 passou no concurso para professora do IFS. Assim que concluiu o doutorado teve a oportunidade de assumir a direção do campus que foi sua porta de entrada na instituição, primeiro na condição de pro tempore e depois eleita pela comunidade. Desde então sua atuação tem sido marcada pela transparência, o diálogo, as decisões compartilhadas e a busca da melhoria do clima organizacional.

Para Sônia, liderar é um aprendizado constante e ver os resultados do trabalho em equipe recompensa todo o esforço. “O que mais me realiza no IFS é o trato cotidiano com pessoas em uma instituição que acredito em seu poder transformador, para além de oportunizar uma excelente qualificação profissional. Nesta perspectiva, estar na direção geral me viabiliza conhecer de forma macro as diversas demandas e anseios da comunidade e assim traçar de forma dialógica o planejamento e as ações para o campus”, destaca. 

Acolhimento e cuidado

PenhaA gerente de Apoio e Inclusão do Campus São Cristóvão, Maria da Penha Bernardes Santos, teve seu primeiro contato com o instituto aos 10 anos, enquanto acompanhava a mãe que na época era estudante da antiga Escola Agrotécnica. De acompanhante, a filha passou a ser aluna e, em 1996, foi aprovada no concurso para cozinheira. Logo, a jovem sonhadora e idealista demonstrou seu talento para gerir, planejar, acolher e cuidar. Enquanto comandava diversos setores, concluiu o curso e a pós-graduação em Pedagogia e dava o melhor de si.

Entusiasta do trabalho coletivo e da gestão democrática, Penha considera as mulheres profissionais diferenciadas pela força, intuição, facilidade de lidar com várias tarefas, resistência física e psicológica. “Gosto muito de tudo que faço, é uma realização ver os projetos ‘saindo do papel’, mérito não só meu, mas de toda a equipe do instituto. Mas tem algo que me realiza grandiosamente, que é a inclusão dos alunos. Essa inclusão aumenta a tolerância, a convivência, além disso traz uma grande bagagem cultural de tamanha importância para o ambiente educacional”, enfatiza.

Respeito ao próximo e crescimento institucional

GildevanaAo assumir a chefia do Departamento de Gestão de Ingresso, Gildevana Ferreira aprimorou os processos seletivos e implantou a primeira análise de heteroidentificação étnico-racial das instituições de ensino do estado. Começou sua carreira no IFS como bibliotecária em 2012 e, desde então, concluiu o mestrado, ascendeu profissionalmente e adquiriu experiência, sempre se pautando pelo respeito ao próximo e a possibilidade de contribuir com o crescimento institucional.

Segundo Gildevana, fazer parte da gestão é uma oportunidade de crescimento pessoal, profissional, de realização e de prazer e, acima de tudo, de colocar em prática a capacidade de saber ouvir e respeitar as diferenças. “Sem dúvida nosso diferencial é a sensibilidade que a mulher tem para tratar a tradicional desigualdade como uma oportunidade de desenvolver competências inovadoras, de perceber o comportamento humano como forma de se conquistar espaços. Ter liderança participativa, ser perceptível ao ambiente e às pessoas, como cita Maxell”, opina.

Ética e paixão pela docência

Elza Ferreira ocupar o cargo de diretora me enche menos de orgulho e mais de responsabilidadeElza Ferreira Santos, diretora de Ensino Profissional e Superior, ingressou no IFS três anos após formada e seguiu uma trajetória de compromisso, ética e paixão pela docência, respeito aos alunos e gratidão aos que a ajudaram no processo de formação continuada. Como professora doutora e pesquisadora, sempre adotou uma postura crítica e contundente, forjada pelos ideias gramscianos e feministas. Isso talvez explique o fato de ter relutado tanto a aceitar o convite para participar da gestão, que só ocorreu após 22 anos de serviço público.

Encorajada por uma equipe de ensino comprometida e pelas palavras incentivadoras da reitora, finalmente veio o aceite. Ao ser questionada sobre como é estar no comando, Elza foi categórica: “É todo dia acordar e se perguntar: estou fazendo bem? Estou dando o meu melhor? Exigente como sou, reconheço que ocupar esse cargo tão importante me enche menos de orgulho e mais de responsabilidade. Sei que sou vista pelos erros e acertos, sei que meus colegas servidores são muito exigentes e merecem os melhores serviços, então, estar nesse cargo me enche de responsabilidade não porque tenho um nome a zelar, longe disso! Ocupar esse cargo me exige que tentemos executar um excelente trabalho, que o IFS seja uma excelente instituição de ensino e que seus servidores se sintam bem em ser educadores/as”.

Talento e compromisso com a educação

Carla NormaCarla Norma Correia dos Santos, gerente de Ensino Básico e Técnico do Campus Lagarto, integrou o quadro de professores em 2010 e logo se destacou nas atividades de pesquisa. Ao concluir o doutorado, assumiu a Coordenadoria de Ciências Humanas e Sociais (CCHS) e mostrou todo seu talento e compromisso com a educação, somados aos 24 anos de experiência em sala de aula. Todos os dias, o que a motiva é fazer bem o seu trabalho, com seriedade e responsabilidade, e poder corresponder à confiança depositada.

Ocupar um cargo de tamanha importância tem sido uma tarefa desafiadora e gratificante. “Muitos ainda questionam a nossa capacidade de ocupar postos de decisão na vida pública e no mercado de trabalho, o que nos obriga a ter que mostrar diariamente nossa competência e eficiência.  Para mudar essa realidade é necessário um processo de aprendizagem social amplo para compreender que o perfil de liderança compete aos dois gêneros. Compreender a participação das mulheres no mercado vai além da equidade, é algo fundamental para o desenvolvimento da sociedade e a expansão da economia mundial. Assim, é imprescindível investir em educação e na qualificação das mulheres para que elas possam conquistar ainda mais espaço”, explica Carla Norma.

Vocação para a gestão e força realizadora

Chirlaine 2Desde sempre Chirlaine Cristine Gonçalves, pró-reitora de Pesquisa e Extensão, mostrou sua qualificação e vocação para a gestão, potencializada por uma força realizadora que vê os desafios como obstáculos a transpor com determinação e coragem. Tanto que ao ingressar no IFS, em 2012, já se voluntariou para implantar o comitê de ética e fortalecer a área de pesquisa. Ao terminar o doutorado, colocou em funcionamento a editora EdIFS, lançou o emblemático “edital dos 30 livros”, foi chefe do Departamento de Pós-graduação, diretora de Pesquisa e chegou à pró-reitora.

A capacidade de dar o melhor, o respeito ao próximo e a construção coletiva do conhecimento pautam a atuação de Chirlaine, que acredita no trabalho colaborativo como um poderoso instrumento para construir e transformar. “O gestor é alguém que escolheu ser gestor. Ao aceitar o cargo, a pessoa precisa ter muita responsabilidade, competência, habilidade técnica e comprometimento e isso a mulher tem de sobra, por que só assume os desafios que a vida coloca se realmente estiver apta, se for capaz de se dedicar de corpo e alma. Normalmente, ela é muito sensata, tem uma enorme sensibilidade nas tomadas de decisão, consegue ver o todo e representa um imenso diferencial para a gestão”, opina.

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