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CULTURA POPULAR

Ginga, corpo e movimento: evento traz territórios e capoeira para dentro do campus

Escrito por CESAR DE OLIVEIRA SANTOS | Publicado: Sexta, 15 de Mai de 2026, 12h19 | Última atualização em Sexta, 15 de Mai de 2026, 14h57

Com programação repleta, o Ginga no Juá, como foi chamado o evento, promoveu caravana, oficinas e troca de graduações de capoeira

55271331216 2d8e9fb3d2 cA força da capoeira e das manifestações da cultura popular marcou um grande encontro que reuniu coletivos de diferentes regiões do país em um evento promovido pelo Centro de Capoeira e Cultura Popular Flor de Juá, de Lagarto, em parceria com o IFS - Campus Lagarto, nos últimos dias 8 e 9 de maio. Participaram do Ginga no Juá, como foi chamado o evento, coletivos culturais das cidades de Lagarto, Riachuelo, Simão Dias e Salgado, além de representantes de diferentes municípios da Bahia e da cidade de Boituva (SP), promovendo um intenso intercâmbio de saberes, experiências e tradições.

Em sua terceira edição, o encontro decidiu explorar a simbologia das águas na cultura popular e em determinadas regiões geográficas de Sergipe. A propósito, foi pensando nisso e em uma integração com outras regiões do estado que o primeiro dia do evento contou com uma caravana ao Recanto da Serra, sítio e centro de memória regional localizado na cidade de Tobias Barreto, cidade marcada pelo bioma da caatinga. Com a caravana, que promoveu oficinas e rodas de capoeira, membros do Centro de Capoeira e Cultura Flor de Juá, dos coletivos convidados e do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas do Campus Lagarto (cujos membros integram a equipe do projeto) puderam conhecer outros territórios do estado de Sergipe, pequeno e plural ao mesmo tempo.55271562159 47fa9fbda8 c

Financiado por edital da Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão do IFS, o evento foi coordenado pela professora Sandra Helena Costa, do Campus Lagarto, que é cofundadora do Centro de Capoeira e Cultura Popular Flor de Juá. Repleta, a programação do encontro promoveu, ainda, uma roda de capoeira na praça do Jardim Campo Novo, bairro onde ficam sediados o Flor de Juá e o Campus Lagarto, oficinas sobre os orixás das águas e sobre o maculelê, apresentação de samba de roda e puxada de rede. Como culminância do evento, no Campus Lagarto, foi realizado o batizado e a troca de graduações de cordões aos praticantes da capoeira do grupo Capoeira Ativa, com presença dos Mestres e Mestras, Contramestres, professoras e professores de capoeira da BA, SE e SP.

55271727325 c639a5a25f cPara Sandra, muito mais do que o aporte financeiro, a importância do IFS nesse processo está na aproximação entre o instituto e os coletivos culturais como via de mão dupla. “Embora estejam num mesmo bairro, num mesmo território, muitas crianças do nosso coletivo não conheciam o IFS. Do mesmo modo, o IFS desconhecia o potencial cultural de seu próprio meio. Esse é o principal ganho desse projeto: aproximar diferentes instâncias do saber e do conhecimento promovendo a cidadania”, frisou a professora.

Ao reunir participantes de várias localidades do país e integrar diferentes manifestações artísticas, o evento se consolida como um importante momento de celebração da diversidade cultural e de valorização das raízes populares, reforçando o papel da capoeira como patrimônio vivo do povo brasileiro e enfatizando a relevância de ações formativas e do fortalecimento das identidades afro-brasileiras.

Como tudo começou

Criado em 2022 pelos professores Sandra Helena Costa e Theo Lubliner, ambos do Instituto Federal de Sergipe, o Centro de Capoeira e Cultura Popular Flor de Juá reúne hoje cerca de 60 crianças, as quais têm a capoeira55271466813 0b77285c8d c como atividade mobilizadora direta, mas acabam sendo atendidas por outras atividades. Projetos de extensão da Universidade Federal de Sergipe, da Associação Folclórica de Lagarto e outros grupos culturais da cidade são exemplos de instituições que buscam o coletivo para estabelecer parcerias e promover atividades.

A ideia de criação do Flor de Juá surgiu a partir da necessidade, sentida por Sandra e por Theo, de se criar um equipamento público de cultura que pudesse abranger o potencial artístico que eles viram na comunidade, à qual eram recém-chegados na ocasião. Como eles já eram capoeiristas, fizeram dessa arte-dança a porta de acesso para crianças e adolescentes a um centro de lazer e de cultura, por meio do qual eles, vindos de famílias de quadrilheiros, de percussionistas e de terreiro, puderam ampliar saberes e dar vazão a sua arte.

Clique aqui e confira outras fotos do evento.

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